Observa-se atualmente um crescimento acentuado na colocação de próteses mamarias de silicone. Até algum tempo atrás fazia-se muito mais mamoplastias redutoras que qualquer outra cirurgia plástica.

Mas por que ocorreu esta mudança tão drástica?

Bem, a princípio o que deve ter mudado foi, principalmente, o modelo de beleza a que aspiram as brasileiras.

Este tipo de corpo mais delineado e sensual na região mamaria já era apreciado há muito tempo no resto do mundo. O modelo de mamas pequenas, que durante tanto tempo, direcionou a procura por mamoplastias redutoras no Brasil, nunca teve aceitação na Europa e nos EUA. Lá, nos anos sessenta algumas modelos totalmente sem mamas fizeram algum sucesso, mais por exigência da moda onde costureiros que não apreciam o corpo feminino ditam as regras do que por parâmetros de beleza. Mas, porque este tipo de corpo perdurou por tanto tempo no Brasil, um pais sensual onde se usa pouca roupa, e no gosto das brasileiras e brasileiros não encontramos uma explicação plausível.

Nos últimos quinze anos, no entanto, tem havido uma procura crescente e contínua por próteses mamarias de silicone.

Para tanto colaborou o fato das mesmas terem se tornado mais acessíveis, mais populares, mais fáceis de colocar e com menos chance de complicações.

Basicamente as próteses mais comercializadas no Brasil são de três tipos: de silicone liso (pouco usada atualmente), texturizada e de poliuretano.

A maneira de colocar ou o que chamamos de via de acesso também varia , de acordo com a preferencia do cirurgião e da paciente podendo ser: infra-mamária (no sulco mamario ), periareolar, tras-areolar e axilar. Dependendo da expectativa da paciente e do tamanho da prótese, deve-se escolher a incisão mais adequada.

A prótese pode ser colocada, sob plano sub-glandular e sub- muscular, dependendo do tipo.

A anestesia pode variar de acordo com o desejo da paciente e do fato de haver ou não outras cirurgias associadas como lipoaspiração (mais comum), abdominoplastias e outras.

Na maioria dos casos, a anestesia é local com sedação, não havendo necessidade da paciente permanecer internada, mas poderá ser também geral, peri-dural torácica ou outras.

O tempo de permanência de uma prótese mamária varia muito atualmente. Constatou-se que próteses colocadas há dez anos encontram-se em perfeitas condições, devendo ser trocadas mais por precaução que por necessidade. Recomenda-se apenas que haja uma rotina de acompanhamento anual através de Ultrassonografia periódica ou Ressonância Magnética ou Mamografias cuidadosas.

As próteses devidamente acompanhadas poderão permanecer por até quinze anos, quando sua substituição poderá acompanhar-se de uma retirada de pele ou da colocação de uma de tamanho maior que amenize a queda que o tempo e as gestações provocam.

A função mamária não é alterada por nenhuma das técnicas desde que sejam realizadas com cuidado e evitando complicações. Mamas muito flácidas ou caídas necessitam de retirada de pele concomitante à colocação de prótese para obter-se um melhor resultado estético. Esta poderá ser realizada pela aréola ou através de incisão vertical. A complicação mais freqüente seria o seroma, que é um acúmulo de líquido circundando a prótese, o que seria evitado através da colocação de drenos, quando necessário.

Uma drenagem linfática adequada no pós operatório imediato também ajuda.

A complicação tardia mais freqüente antigamente, seria a contratura capsular, que os leigos chamariam de “rejeição” da prótese, mas que seria na verdade, a formação de uma cápsula fibrosa causando deformidade e dor. Este tipo de complicação esta desaparecendo devido às novas próteses com revestimentos que evitam este problema.

As rupturas de próteses que ocorriam no passado, dificilmente acontecem atualmente, já que as modernas são confeccionadas com gel coesivo, que não extravasa para o corpo da paciente e com revestimentos que as tornam bem mais resistentes.

Enfim, mulheres de seios pequenos não necessitam mais sentir-se complexadas ou inferiorizadas e as que os tem, mas estão flácidos ou sem colo, podem torna-los novamente abundantes e sensuais de maneira simples e segura.

As alegações, que por muito tempo persistiram de que as próteses poderiam ocasionar doenças sistêmicas, Ca de mama, e outras, já foram há muito tempo descartadas com amplas comprovações cientificas.

Estes procedimentos são seguros e vieram para ficar.